4 Dicas simples para economizar no supermercado

4 Dicas simples para economizar no supermercado

A organização (ou a falta dela) está presente no nosso dia-a-dia e muitas vezes nem nos damos conta!

Você já pensou que chegar na hora em um compromisso e pagar suas contas em dia estão ligadas à organização? São duas coisas bem distintas, que envolvem diferentes tipos de organização – rotina e financeira (sem analisar muito as situações!).
Após nossa mudança para o Canadá me deparei com um tipo de organização de rotina, que impacta diretamente na organização financeira, que até então eu não me preocupava pois nossa situação era bem diferente em São Paulo.

 

Sabe qual?

Compras de supermercado!

Somos apenas duas pessoas em casa e costumávamos ir ao mercado praticamente toda a semana. Comprávamos pequenas quantidades de alimentos e meu marido fazia suas refeições de almoço em restaurantes na região do trabalho. Conclusão: eu cozinhava pouco, apesar de gostar de me aventurar na cozinha!

Chegando aqui, notamos que os hábitos são completamente diferentes, a começar pelo tamanho das embalagens dos alimentos, o que para duas pessoas é muito ruim, pois sempre sobra! Além disso, aqui as pessoas levam a famosa “marmita” para o trabalho, ou seja, passei a cozinhar mais!

Aqui em Moncton existe um mercado de atacado, existem os mercados regulares e existem os mercadinhos (assim como no Brasil). Ao meu ver, a maior diferença é que mesmo no mercado regular o tamanho da embalagem é grande, então corre o risco de vencer rapidamente ou ficarmos comendo a mesma coisa a semana inteira.

 

E por que eu estou te contando tudo isso?

 

Para que você tenha um panorama geral da situação, possa refletir sobre as dicas que falarei a seguir, consiga otimizar suas compras de supermercado e economizar um pouco, já que os gastos com mercado representam uma boa parcela do orçamento familiar!

 

Vamos às dicas?

 

1- Analise o que é válido comprar em um mercado de atacado

Para isso é importante levar em consideração os hábitos alimentares e o tamanho da sua família!

Mercados de atacado são ótimos, mas você precisa ter espaço para guardar os produtos (senão você corre o risco de ter outros problemas) e também gente para comer as grandes porções!

Você pode concluir que nem tudo compensará comprar em um mercado atacado. No nosso caso, compramos apenas os produtos que consumimos em grande quantidade e alguns não perecíveis.

Vale prestar atenção no seguinte: as vezes no atacado você encontra um tipo de produto de limpeza que você usa, com um preço bom e num pacote fechado com 3 unidades. Porém, se você for no mercado regular ou até no mercadinho, você encontrará um produto de uma marca concorrente, tão boa quanto, por um preço mais em conta e podendo comprar apenas uma unidade (que vai te atender perfeitamente por uma a dois meses e/ou que mesmo comprando três unidades, você gastará menos).

Não compre por impulso! Analise antes!

 

2- Fique de olho nas promoções

As promoções são ótimas para se economizar (ou não, se você comprar descontroladamente rsrs), mas no geral elas ajudam a economizar sim!

Alguns estabelecimentos disponibilizam o encarte de promoções no site e também existem alguns aplicativos de celular que disponibilizam essas informações. Com isso, você sabe exatamente onde é melhor comprar o que!

Se o preço estiver muito bom e for um produto que você usa bastante, pode valer a pena fazer um “estoque”, caso contrário, compre apenas para a semana / quinzena ou conforme sua periodicidade de compras.

 

3- Fique de olho nos produtos da estação

Os produtos da estação tendem a ser mais baratos, com isso você economiza e também garante uma qualidade melhor do alimento.

Numa situação como a nossa, que estamos fora do nosso País de origem, estar aberto a novos sabores é fundamental. Nem sempre os produtos são os mesmos que tínhamos, então, temos que experimentar. As vezes o gosto atende o nosso paladar, as vezes não, mas é preciso experimentar!

 

4- Faça um cardápio semanal, para as refeições da casa

Ter um cardápio semanal, era algo que eu não me preocupava (eu ia no mercado toda semana, comprava o que tinha vontade e cozinhava). Aqui tive que mudar meu hábito!

Como compramos muitas coisas em atacado e também pelo fato das embalagens serem grandes, é muito fácil perder alimentos ou comer sempre a mesma coisa!

O cardápio semanal foi a saída para a economia (e a criatividade também!).
Veja os ingredientes que você tem na despensa e quais os tipos de comida que você pode fazer com eles. Faça as combinações da semana e pronto! Desta forma, você evita ter que comprar muita coisa no mercado, já que você vai aproveitar o que já comprou!

Você inclusive ganha tempo e não tem que pensar muito sobre o “que fazer hoje”!

Um exemplo de criatividade: eu compro uma cesta de legumes todos os meses e no último mês vieram muitas batatas (muitas mesmo!). O que fazer com tanta batata? Eu fiz purê, torta, escondidinho, batata rosti… E fui mudando os recheios. Desta forma, eu aproveitei as batatas, variei o cardápio e não perdi o legume!
 

Bom, aqui estão quatro dicas simples para você economizar no mercado.
 

Estou aplicando na minha rotina e esse último mês, além de ter reduzido bastante meus gastos com supermercado, eu me alimentei melhor!

 

Que tal tentar? Depois me conta os resultados!

 

Um beijo e até o próximo post!

 

Eu costumo dizer que sou hoteleira de formação e organizadora por paixão! Além de organizar, adoro viagens, fotos e estar junto dos amigos – sou aquela que sempre fica responsável por organizar os encontros 🙂 Quero ser a sementinha da organização na sua vida! Saiba mais

Lições aprendidas!

Lições aprendidas!

Como combinado, nos últimos posts eu abordei um pouco sobre como foi o nosso processo de vinda para o Canadá, nossos erros, nossos acertos e principalmente como a organização nos ajudou e trouxe leveza para este processo de mudança.

No Post de hoje, eu quero reforçar as lições aprendidas! Ou seja, um apresentar resuminho do que foi já foi escrito, para você ter forma sucinta, refrescar na memória e se inspirar, caso ainda não tenha tomada nenhuma decisão 😊.

 

Vamos lá?!

 

Lição 1: [O processo de imigração e a organização – 1ª parte …] Defina seu objetivo e o conduza como um projeto profissional, aquele que você tem meta, prazo e apresenta resultados.

Aqui, estamos falando especialmente no caso de uma mudança / imigração que exige uma série atividades, mas isso vale para tudo na vida!

 

Lição 2: [O processo de imigração e a organização – 1ª parte …] Organize seus documentos de forma lógica e segmentada. Conforme o espaço que você tem disponível, você pode usar arquivos, caixas, pastas, etc.

Documento fácil de ser encontrado é importante a qualquer momento, inclusive para a declaração do Imposto de renda – rsrs. Mas no caso da imigração são exigidos uma série de documentos e é importante ter tudo a mão, para fazer as comprovações devidas com agilidade.

 

Lição 3: [O processo de imigração e a organização – 2ª parte …] Você não precisa esperar uma mudança de casa para fazer um “desapego”. Comece já! Veja tudo o que você tem e analise se de fato você usa, se tem valor para você, se este item merece um lugar na sua casa (não estou falando só de roupas!). Você vai se surpreender!

O tema “desapego” não se esgota nunca e pode ser abordado por vários ângulos!

No caso de uma mudança como essa, quanto menos coisas você tiver para desapegar, mais tranquila será a hora de fazer as malas e de vender as coisas!

 

Lição 4: [O processo de imigração e a organização – 2ª parte …] A Organização te proporciona mais tempo livre – isto você já sabe, né?! Use esse tempo livre para cuidar de você, mas também para estar perto de quem você ama – dos seus pais, dos seus amigos de infância, de adolescência … dos amigos da vida! Muitas vezes, a gente não dá o devido valor, por saber que a pessoa está ali pertinho, mas valorize e intensifique cada momento, mesmo que você não vá mudar de país!

Abrace, beije, aperte, sinta e aproveite cada momento!

 

Lição 5: [Organizando as malas para sua mudança …] De tudo isso o que eu escrevi, o mais importante é você trazer aquilo que tiver vontade e o que seu coração mandar, pois é uma mudança de vida e tudo o que você não precisa é chegar aqui e ficar pensando no que não trouxe! Apenas pondere o quão importante é para você e o quanto de espaço ocupará na sua mala! Afinal, será uma vida nova, então, vale tentar coisas novas no local escolhido, não é mesmo!

Não traga peso, traga memórias e sentimentos!

 

Lição 6: [Chegamos! E agora? …] Priorize o que é mais importante!

O que é importante para mim, pode não ser para você! Portanto, reflita o que é mais importante para você, pensando nos benefícios que você terá!

 

Lição 7: [Chegamos! E agora? …]  Defina os lugares, de acordo com a funcionalidade de cada coisa e de forma que fique prático para você e sua família no dia-a-dia. Siga esse conceito para todo o resto!

Regrinha básica – definir lugares! Todos os objetos têm que ter uma casinha para chamar de sua! E tão importante quanto definir lugares é devolvê-los ao lugar definido! 😉

 

Lição 8: [Chegamos! E agora? …]  Lembre que você está começando uma vida totalmente nova. Por que não começar novos hábitos e revisar seus conceitos?

Mudança é sempre uma ótima oportunidade para a gente renovar, não é mesmo?!

 

O processo de organização é contínuo e sempre pode melhorar! Os primeiros meses são de adaptação – a gente não conhece bem a localidade, os produtos, os hábitos e vai se adequando aos poucos!  É importante fazer com calma, para não gerar uma sobrecarga nos nosso emocional – um passo de cada vez!

 

Com esse texto eu finalizo os posts sobre o nosso processo de mudança para o Canadá!

Espero que você tenha aproveitado o conteúdo, que ele tenha iluminado seus pensamentos e inspirado você a seguir em frente <3 .

 

Um beijo e até o próximo post!

 

Eu costumo dizer que sou hoteleira de formação e organizadora por paixão! Além de organizar, adoro viagens, fotos e estar junto dos amigos – sou aquela que sempre fica responsável por organizar os encontros 🙂 Quero ser a sementinha da organização na sua vida! Saiba mais

Chegamos! E agora?

Chegamos! E agora?

Planejamos nossa mudança, vendemos nossas coisas, fizemos nossa mala e CHEGAMOS ao destino final! E agora?

Muito do que acontece nesse momento foi planejado bem antes e quando chega aqui, você apenas coloca em prática.

Dependendo do motivo da sua mudança, você terá diferentes tarefas. Exemplo: ver documentação, carteira de motorista, escola, etc. Mas uma coisa que independe o motivo é: onde você vai morar!

A moradia também depende dos seus objetivos, do seu estilo de vida, do quanto você está disposto a pagar e tudo deve ser analisado com cautela.

Meu marido e eu somos bem cautelosos, isso as vezes é muito bom, outras nem tanto. Nesse caso da moradia, achamos bom ir com cautela e por isso optamos por um pequeno, mas aconchegante apartamento, onde não teríamos que nos preocupar com coisas que em uma casa teríamos – tirar a neve do estacionamento, por exemplo. Para nós, ter poucas preocupações nesse início de adaptação era fundamental.

O foco aqui não é sobre assuntos imobiliários, mas como interfere na organização da sua rotina, quero deixar alguns pontos de atenção para te ajudar na escolha da sua moradia:

  • LOCALIZAÇÃO: estar bem localizado é fundamental em qualquer cidade e a boa localização dependerá dos seus objetivos.
    Dependendo do tamanho da cidade onde você vai morar é interessante morar próximo a centros comerciais, pontos de acesso fácil ao transporte público, do lado da faculdade, do trabalho.
    As vezes, o aluguel próximo a estes pontos é um pouco mais caro, mas se você mora muito longe, acaba tendo mais gastos com combustível, com transporte público e de tempo, que convenhamos, é tido como o nosso bem mais precioso.
    Quando estava pesquisando moradia, queria morar próximo a um lago que tem aqui em Moncton – na minha cabeça, eu imaginava o “Parque do Ibirapuera (São Paulo)” e eu indo caminhar e fazer atividades sem pegar trânsito ou pagar estacionamento. Na vida real, a região do lago é linda, mas não tem nenhuma facilidade perto (farmácia, mercado, comércio) e no dia-a-dia eu uso muito mais as facilidades do que o parque e no fim de semana eu tenho várias opções de lazer para escolher e chego com tranquilidade em todas elas.

 

  • TIPO DE MORADIA: casa, apartamento, um quarto, dois quartos, três quartos… Novamente depende de seus objetivos, se você é sozinho, casado, com filhos, sem filhos.
    O que vale levar em consideração é o custo benefício de ter uma moradia grande, se você é um casal, por exemplo, pelo menos no início da nova vida! Por vezes, a diferença no aluguel, por menor que seja, pode ajudar nas compras do dia-a-dia.
    Eu queria ter no mínimo dois quartos, para receber visitas. Mas fiquei pensando “quando eu vou receber visita e com que frequência”? Então, decidimos por um apartamento de um quarto (diga-se de passagem, ele é maior do que o apartamento de dois quartos que tínhamos em São Paulo) e quando vier uma visita, ela dormirá confortavelmente em um sofá cama – apenas não terá um quarto privativo! E sabemos que essa é uma situação provisória e inicial!

    Independente da sua escolha é importante que seja um lugar que te agrade e que você se sinta confortável nele!

 

 

  • MOBILIANDO A CASA: é preciso morar com o mínimo de conforto! Mas nem sempre você conseguirá mobiliar tudo de uma vez, com tudo que você já tinha na sua casa anterior e com a mesma qualidade. Com certeza, você foi construindo sua estabilidade aos poucos e não deve se preocupar em querer tudo de uma vez no seu novo cantinho.

 

Lição 6: Priorize o que é mais importante!

Sugestão:

1) Invista numa cama m a r a v i l h o s a! Você vai dormir nela todos os dias e precisa estar descansado para enfrentar todos os novos desafios que terá pela frente.
2) ‎Priorize a cozinha! Você terá que comer e muitas vezes poderá preferir cozinhar em casa, do que comer fora. Tenha no mínimo o essencial.
3) ‎Depois disso, pense nas outras coisas – sofá, mesa de jantar, decoração, etc.
4) ‎Procure móveis versáteis, por exemplo, “bancos baú” – você senta e ainda pode usá-lo para guardar objetos. Escolha também os móveis que estejam de acordo com seus hábitos – se você é amante de vinhos e quer ter todos os modelos de taça na sua casa, seu armário terá que ser suficiente para acomodá-las.

Tudo isso evitará que você no futuro você fique com coisas entulhadas, porque não tem espaço!

Ah, uma vantagem de não comprar tudo de uma vez só é que você pode procurar os melhores preços e estar atento as promoções!

Agora, entrando num tópico diretamente ligado à organização de residências – tudo aquilo que você coloca dentro dos armários!!!

Antes de tudo, você terá que acomodar sua bagagem e tudo aquilo que trouxe na mala.

Lição 7: Defina os lugares, de acordo com a funcionalidade de cada coisa e de forma que fique prático para você e sua família no dia-a-dia. Siga esse conceito para todo o resto!

Móveis são necessários, mas e todos aqueles cacarecos?!

Lição 8: Lembre que você está começando uma vida totalmente nova. Por que não começar novos hábitos e revisar seus conceitos?

Tenha consciência de tudo o que você está comprando e se você de fato precisa ou apenas quer porque achou bonitinho. Sabe aquela frase que diz “menos é mais”? Se aplica muito bem aqui!

Aproveite esta mudança para de fato mudar, fazer diferente e levar uma vida mais leve!

Por hoje é só! Se você quiser que eu aprofunde em algum tópico é só me avisar! Ficarei feliz em te ajudar! 😊

Um beijo e até o próximo post!

Eu costumo dizer que sou hoteleira de formação e organizadora por paixão! Além de organizar, adoro viagens, fotos e estar junto dos amigos – sou aquela que sempre fica responsável por organizar os encontros 🙂 Quero ser a sementinha da organização na sua vida! Saiba mais

 

A nossa mala em detalhes!

A nossa mala em detalhes!

Como prometido, neste post falarei sobre o que trouxemos na mala e o que foi bom ou ruim ter trazido!

Novamente falo – a bagagem é algo muito particular, pois cada um tem uma realidade e uma necessidade. O que quero com este post é mostrar o meu ponto de vista e inspirá-lo a refletir sobre o que será bom para você.

Uma mudança como esta é um recomeço e você vai ter que comprar muitas coisas na sua chegada – isso assusta um pouco! Há coisas que você não pode abrir mão e outras coisas que eventualmente você já tinha na sua casa e terá que esperar um pouquinho para comprar. Mas tudo isso faz parte da vida que escolhemos, então, temos que estar de coração aberto para o novo, sem preconceitos, nem julgamentos!

 

Vamos para o conteúdo das malas:

 

Roupas de uso pessoal (camiseta, calça, bermuda, etc.)

De certa forma, foi muito fácil escolher as roupas que gostaríamos de trazer, pois já estávamos com poucas roupas – tínhamos doado bastante coisa!

Sendo assim, trouxemos todas as roupas que estavam em boas condições – as “melhorzinhas”!

Meu marido trouxe várias camisas sociais, pois é bem difícil achar camisas que tenham um bom caimento e ficamos com receio de chegar aqui, ser exigido traje social no trabalho e termos que sair correndo atrás de roupa!

Trouxemos alguns casacos de frio, mas que não são adequados para o frio daqui. Conseguimos usar apenas no outono e provavelmente usaremos na primavera.

 

O que eu faria diferente: traria menos roupas de calor em geral.

Como chegamos no meio do outono, o tempo já não estava quente, portanto, não usei nenhuma roupa de calor e não vou usar por uns seis meses (no mínimo!).

O espaço que elas ocuparam (por menor que seja) poderia ter sido ocupado com outras coisas nesse momento ou não precisaria ter pago mala extra. E caso chegasse o verão e eu ainda não tivesse com as roupas aqui, eu poderia comprar ou então lavar num dia e usar no outro, já que aqui se usa muito a máquina secadora – rsrs!

 

Calçados

Recebi muitas dicas para trazer todas as sapatilhas que eu tivesse, pois as daqui eram feias, não eram de boa qualidade ou eram caras. Segui o conselho e trouxe exatamente seis sapatilhas, além de quatro havaianas, duas sandálias rasteirinhas, dois tênis e três sapatos sociais.

Meu marido trouxe tênis, sapato social e havaianas.

 

O que eu faria diferente: traria menos sapatilhas!

Pelo mesmo motivo das roupas de calor – até agora, praticamente dois meses após a nossa chegada eu usei sapatilha e sapato social apenas uma vez, em ocasiões bem específicas. Nos outros dias foi apenas tênis e bota de inverno / neve.

Para quem trabalha em empresas, o código de vestimenta em geral é bem mais tranquilo do que no Brasil (pelo menos São Paulo). Na empresa onde meu marido trabalha é permitido trabalhar inclusive de camiseta regata e bermuda. Então no dia-a-dia, ele trabalha de bota (e nem precisa usar todas as camisas que ele trouxe!).

Sobre os sapatos daqui: de fato, tem alguns que são de gosto duvidoso (e gosto não se discute!), mas eu passei por lojas e vi sapatilhas bem bonitinhas e com preços acessíveis. Da mesma forma que no Brasil, você vê de diferentes preços e de diferentes qualidades – mas não achei tão ruim quanto foi falado.

 

Roupas de cama, mesa e banho

Trouxemos dois jogos de lençol e dois jogos de banho, que estavam seminovos e eram de ótima qualidade.

Achei importante trazer, pois ao chegar aqui, eu sabia que tudo o que eu ia querer era um banho e uma cama e não ia querer sair atrás de lençol e toalha!

Se você pensar como eu, um ponto de atenção: o tamanho de cama padrão aqui é o “queen”. Como minha cama era o tamanho “full” eu comprei no Brasil um lençol de baixo tamanho “queen” e que combinava com meu jogo. Eu recomendo trazer pelo menos um jogo, até você poder pesquisar os preços e ver qual te atende melhor.

Eu não trouxe roupa de mesa, por não saber como seria a minha mesa (e para falar a verdade, ainda não tenho mesa – rsrs). Eu trouxe um jogo americano feito com fotos nossas, que era um xodozinho e dois caminhos de mesa que ganhei (ambos feitos a mão, por pessoas muito queridas) – agora é torcer para que eles caibam na minha futura mesa!  

Ah, me falaram muito sobre os panos de prato daqui – que eram ruins – eu acabei trazendo 3 panos.

 

O que eu faria diferente: difícil dizer! Nesse quesito, estou bem satisfeita com o que eu trouxe!

Apesar do espaço mínimo que ocupou, eu não traria os panos de prato. De fato, os panos que comprei não secam tão bem, mas no Brasil também achávamos panos semelhantes. Será questão de procurar um aqui, que tenha melhor qualidade.

E, talvez eu deixasse os caminhos de mesa para uma próxima mala e trouxesse apenas um jogo de cama e banho. De qualquer forma, eu teria que comprar os jogos aqui, pois é algo que não dá para abrir mão.

 

Roupas de praia (toalha, biquíni, canga)

Sim, eu trouxe roupas de praia! Rsrs

Mesmo sabendo que não ia usar tão cedo, eu preferi trazer porque são coisas bem específicas e que mesmo no Brasil temos dificuldade em comprar um biquíni / sunga com bom caimento (esse nosso corpo de modelo é muito exigente – rsrs).

É o tipo de coisa que não ocupa muito espaço (você pode colocar dentro do tênis!) e é uma coisa característica nossa.

 

O que eu faria diferente: Talvez eu deixasse as toalhas de praia para a próxima.

 

Livros

Livros é uma coisa que dificilmente você lê pela segunda vez, mas que é difícil se desfazer. Eu trouxe somente os livros mais especiais, que usamos para estudo.

Alguns que eu gostava muito, eu doei / vendi, mas ainda assim procurei por versões online – nem todos tinham. E deixamos alguns para trazer em uma próxima oportunidade.

 

O que eu faria diferente: Nada!

Lembra do que eu falei sobre coisas sentimentais? Os livros que trouxe são de estudo e eu consulto bastante, mas também têm um lado sentimental muito forte!

 

Fotos

Quem me conhece, sabe o quanto eu gosto de fotos e mesmo na era digital, eu faço uma seleção dos “cliques” e imprimo todos os anos! Meus primeiros posts na minha página professional do Facebook foi falando sobre fotos!

Eu trouxe os álbuns mais recentes (dos últimos dez anos) hahaha. Na verdade, optei por trazer os álbuns da minha afilhada, os fotolivros de viagens e os álbuns com fotos minhas e do marido, desde que a gente se conheceu – há 10 anos. Oito álbuns (nem é muito, vai?!).

 

O que eu faria diferente: Nada!

Apesar dos álbuns ocuparem bastante espaço, eles têm um valor sentimental e hoje ocupam um lugar de destaque na minha sala, assim como os livros!  O que não acontecia na minha casa em São Paulo, pois não tinha espaço.

 

Itens de casa (decoração, utensílios de cozinha, etc.)

Recebi dicas para trazer panelas de pressão, pegador de salada e coisas do tipo …

A minha ideia era ter tudo novo aqui. Começar uma casa do zero – passando pelo momento de ter só o essencial até o momento de poder ter os supérfluos.

Na minha cabeça, eu pensava: “se canadenses vivem sem o pegador de salada que eu uso aqui, eu também vou conseguir viver” – precisamos estar abertos a mudança.

Mas sim, eu trouxe umas coisinhas: copos de viagens, um joguinho de copos do Star Wars, um descascador de legumes (gente, eu tenho problema para descascar legumes. Mesmo no Brasil, eu já testei vários, mas só um me atende. Eu consigo com outros, mas esse que eu trouxe é mais anatômico) e claro, meus imãs de geladeira – quer coisa mais sentimental do que imã de geladeira? rsrs.

 

O que eu faria diferente: Nada!

Novamente: coisas sentimentais.

 

Itens diversos

Também trouxemos documentos, eletrônicos, algumas coisas de papelaria …

Meu marido andava de moto no Brasil e a ideia é andar aqui também – pelo menos na primavera e verão!

Trouxemos um capacete (que estava bem novo) e uma bota. Estas coisas ocuparam bastante espaço na mala, mas se fosse comprar novo aqui, custaria muito mais cara do que o pagamos pela mala extra, então, como tinham pouco uso, valeu muito a pena trazer.

 

Esta é uma análise interessante para se fazer, se você está com dúvida se é válido levar alguma coisa que ocupa muito espaço – o quanto você gastaria para comprar um novo e o quanto você vai gastar levando agora. Dependendo do item, você pode concluir que vale a pena levar – ou não.

 

Bom, acho que já deu para ter uma ideia de como veio minha mala, não é?!

Vale dizer, que tudo o que eu trouxe, eu vou usar. É só uma questão de tempo! Então, eu não me arrependi de trazer, mas tenho certeza que se eu não tivesse trazido, eu conseguiria viver numa boa, sem grandes dificuldades – talvez com grandes adaptações, mas afinal, para quem vai se adaptar com temperaturas negativas, o que é se adaptar com o pegador de salada, não é mesmo?!

 

Se você está passando por uma situação parecida e quer trocar uma ideia ou compartilhar sua experiência, deixe aqui seu comentário! Ficarei feliz em trocarmos figurinhas!

 

Um beijo e até o próximo post!

 

Eu costumo dizer que sou hoteleira de formação e organizadora por paixão! Além de organizar, adoro viagens, fotos e estar junto dos amigos – sou aquela que sempre fica responsável por organizar os encontros 🙂 Quero ser a sementinha da organização na sua vida! Saiba mais

 

Organizando as malas para sua mudança!

Organizando as malas para sua mudança!

Bom, depois de vender tudo, chega a hora de arrumar as malas! Você vê a sua vida toda distribuída em alguns quilos de bagagem – é muito desapego (ou não – rsrs)!

Durante todo o processo, fizemos muitos amigos e conversávamos a todo momento sobre esta situação – o que levar, como levar, quanto levar … É uma dúvida que rodeia a cabeça de todo mundo que está se mudando e principalmente para um lugar que não é tão pertinho e que é totalmente diferente do Brasil!

Ao mesmo tempo que é uma situação comum, é uma situação muito particular e que vai depender muito do seu perfil – casal com filhos, sem filhos, muito apegado, pouco apegado, etc.

Este Post não vai te dizer o que levar na mala, pois isso é uma coisa muito pessoal, mas quero te dar um panorama geral dos cuidados que você deve ter e o que eu acho legal trazer ou deixar, com base na nossa experiência.

 

Vamos lá?

 

1 ° – Veja qual é o limite de peso que você pode levar

Essa questão do peso da bagagem é mais uma questão financeira e de praticidade do que uma limitação – você pode trazer quantas malas você quiser – porém você terá que pagar pelas malas extras. E quanto mais malas você levar, mas trabalhoso vai ser o trajeto! Se isso não é um problema para você – relaxa! 😊

Nós planejamos trazer uma mala extra, pois queríamos trazer o máximo de coisas possíveis e viajamos com botas e jaquetas pesadas / volumosas, pois era uma forma de liberar espaço na mala.

 

2° – Traga aquilo que realmente é importante para você (com moderação!)

Quando você já leva uma vida leve, faz revisões frequentes no seu armário e não acumula muitas coisas, esse processo já fica muito mais tranquilo.

Em geral, tudo o que temos é importante pra gente, mas é preciso levar em consideração as condições climáticas do lugar de onde você vem e para onde você vai e qual será a sua estrutura no local, para evitar trazer coisas que não serão usadas e deixar coisas que seriam mais úteis para você.

Opte por trazer coisas que tenham mais valor sentimental, do que material. Porque o sentimental, vai acalmar seu coração naquele eventual momento de tristeza e o material, você poderá comprar novamente.

Em um outro post, falarei o que trouxemos, o que não trouxe e o que me arrependi de ter trazido, tá bom?!

 

3° Divida o peso das malas

Isto facilita muito na hora de carregar!

Se possível, opte por malas com 4 rodinhas e que sejam leves, pois são mais fáceis para transportar e não vão contribuir muito para aumentar o peso da bagagem. Não precisa ser de ótima qualidade, porque as malas são sempre danificadas no transporte (é igual em todo lugar!).

Nos grupos de discussão que participo, há um grande questionamento sobre o tipo de mala para se trazer: tipo sacola, mala de rodinha, caixa de papelão … Todas tem os seus prós contras.

Eu acho importante colocar em pauta a praticidade que você terá no trajeto. Se seu voo tem muitas conexões, você precisa retirar as malas e despachá-las novamente e você está viajando com crianças, vai ser muito desconfortável ficar pegando caixas de papelão, por exemplo.

No nosso caso, optamos pelo conforto – era uma viagem longa, onde já estávamos abrindo mão de varias coisas, então, quisemos deixar essa parte do processo mais leve.

 

4° – Malas mistas ou segmentadas?

Eis outra grande questão!

O que quero dizer com essas definições?

Mala mista: um pouco de tudo em cada mala (roupas do casal, calçados, produtos de higiene, etc.)

Mala segmentada: uma mala para o homem, outra para a mulher OU uma mala de roupas, uma de calçados, uma de livros, etc.

 

Outra coisa que tem prós e contras! A mala mista é interessante pois se há algum extravio, você não passa aperto, porque as outras três malas terão os mesmos tipos de roupas e acessórios. Já a mala segmentada fica mais fácil na sua chegada, porque você sabe que tudo o que precisa está em determinada mala!

Eu trouxe a mala mista, mas quando cheguei, desfiz todas as malas e segmentei … Eu não estava confortável em procurar minhas coisas. Por exemplo: eu tinha calça em todas as malas, mas as vezes eu queria “aquela calça” e aí, ficava procurando nas 6 malas que eu trouxe!

Nós alugamos um quarto na casa de uma amiga para passar os primeiros dias e nossas coisas estavam todas na mala. Então, a praticidade de ter a mala segmentada era o que a gente precisava! Até mesmo levando em consideração que mesmo chegando na sua própria casa, pode ser que você não tenha guarda-roupa de imediato, então, as malas segmentadas – como fazemos no nosso guarda-roupa – para mim seria o ideal.

E o que eu recomendo? Uma mala segmentada e dentro de cada mala um kit de roupas de emergência no caso de um extravio. Ex: se eu fiz uma mala só com roupa feminina, ter nessa mala um kit com roupas masculinas.

É claro, que para otimizar o espaço das malas, você poderá misturar uma coisa ou outra, mas a essência da mala será mantida.

Uma coisa que me recomendaram (e que eu não fiz) foi fazer uma relação do que tinha em cada mala mista. A mala foi feita e desfeita várias vezes, então, achei que seria muito trabalho, para pouco benefício (tá certo que se eu tivesse a lista, saberia em qual mala estava “aquela calça”, mas ainda assim, acho que o gasto de energia e tempo numa lista como essa teria sido muito grande).

 

5° – Pese sua mala, repese e pese de novo!

Depois de encaixar tudo na mala, pese! Mas tenha certeza que sua balança está bem calibrada – rsrs. Tente pesar em duas ou mais balanças diferentes!

Nós tínhamos vendido nossa balança de banheiro e usamos uma balança de mão, própria para malas. Para ter certeza do peso, pesávamos três vezes e fazíamos uma média – mas alguma coisa não deu certo e ela não pesou direito.

Sabe o que aconteceu?

Na hora do check-in fomos pesar e quatro, das nossas cinco malas estavam com 40 quilos, ao invés de 32 :O! Eu consegui encaixar tão bem as coisas, que o peso super ultrapassou. Rsrs

Bateu um certo desespero! Saímos correndo pelo aeroporto, compramos uma mala que custou quase o preço das quatro que havíamos comprado na promoção e pagamos duas malas extras.

Abrimos a mala no saguão do aeroporto, a família tinha ido nos levar e ajudaram a fazer a transferência das coisas, parecia uma cena de “comédia pastelão”, sabe?! Eu pensava “tudo que eu olho os outros fazendo e abomino quando estou em viagem, está acontecendo comigo, agora!” Rsrs

Mas deu tudo certo! Gastamos um pouco mais que o esperado, mas foi a melhor solução que encontramos, pois como a mala estava mista, demoraríamos muito tempo para escolher o que poderia ficar e não pagar o excesso de bagagem.

 

6° – Deixe uma mala pronta para alguém te levar!

Nós deixamos uma mala com coisas que gostaríamos de trazer, mas que não cabiam na nossa mala e deixamos na minha mãe! A primeira pessoa que vier nos visitar se encarregará de trazer! Ou então, quando formos visitar o Brasil traremos para cá.

Para esta mala, é importante ter os mesmos cuidados que falei acima. Ainda mais, para não dar dor de cabeça para quem trouxer, né?!

 

Para resumir …

 

Lição 5: De tudo isso o que eu escrevi, o mais importante é você trazer aquilo que tiver vontade e o que seu coração mandar, pois é uma mudança de vida e tudo o que você não precisa é chegar aqui e ficar pensando no que não trouxe! Apenas pondere o quão importante é para você e o quanto de espaço ocupará na sua mala! Afinal, será uma vida nova, então, vale tentar coisas novas no local escolhido, não é mesmo!

 

Bom, vou ficando por aqui para não me alongar muito mais!

 

Um beijo e até o próximo post!

 

Eu costumo dizer que sou hoteleira de formação e organizadora por paixão! Além de organizar, adoro viagens, fotos e estar junto dos amigos – sou aquela que sempre fica responsável por organizar os encontros 🙂 Quero ser a sementinha da organização na sua vida! Saiba mais